Life is a bittersweet symphony…

um espaço para expressar minhas idéias, gostos, desgostos e algumas futilidades a mais…

I just know my life is gonna change

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

“I just know your life’s gonna change
Gonna get a little better
Even on the darkest day
I just know your life’s gonna change
Gonna get a little further
Right until the feelings change

So, is this how it goes?
Think you’ve come this far with nothing to show
That ain’t so, no
You don’t see where you are
And if you don’t look back you know you’ll never know

Cause you think that you’ve been living, just treading water
And waiting in the wings for the show to begin
But I always see you searching
As you try that bit harder
Getting closer, oh yeah, to the life you’re imagining

(I just know your life’s gonna change)
Maybe not today, maybe not today
Some day soon you’ll be all right
(I just know your life’s gonna change)
Don’t turn the other way, turn the other way
Feels like luck is on your side
(Just wanna live)
No worries, no worries
(Don’t wanna die)
No worries, no worries
(Fight through the lows)
Say it for me, say it for me,
(And take all the highs)
We all need somebody
(Yeah we can sink)
No worries, no worries
(Or can you swim)
No worries, no worries
(Or walk on out)
Say it for me, say it for me,
(Or jump right in)
We all need somebody

So, baby keep drifting on
Your endeavours ain’t just selfless wasted time
Seek and find, yeah yeah
You’re not that far from what you’ve hoped and wished for all along

Cause you think that you’ve been living, just treading water
And waiting in the wings for the show to begin
But I always see you searching
As you try that bit harder
Getting closer, oh yeah, to the life you’re imagining

I just know your life’s gonna change
Say it for me, say it for me
We all need somebody

Mãe

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Voltei com tudo para o meu blog. De repente me deu vontade de voltar a escrever, de botar para fora toda essa ansiedade que existe em mim…e nada melhor do que escrever sobre as mudanças recentes que ocorreram na minha so called life…

Sou mãe! pois é, para alguns, isso até soa como piada…como assim tu és mãe? justo você? sim, eu mesma, mesminha, sou mãe e me surpreendendo mais e mais a cada dia com essa nova “condição”.

Ele me pegou assim, de surpresa, quando eu nem imaginava que um dia pudesse concebê-lo.

Aguentou comigo poucas e boas e, pacientemente, cativou-me, a cada mês, a cada mudança no meu corpo…a gravidez é algo muito louco…tudo muda, teu corpo fica diferente, teus hormônios explodem, a cabeça fica a mil… todo mês é uma coisa nova.

E, de repente, você precebe que tudo mudou, que tua vida não mais será a mesma e que uma fase já foi ultrapassada definitivamente. Sinto-me assim, com um senso de responsabilidade sobre essa pessoinha que veio ao mundo de pára-quedas, que não tem noção da vida que tem pela frente, que me sinto como uma leoa mesmo, querendo super protegê-lo de tudo e de todos e ciente de que meu sono nunca mais será o mesmo.

Toda mulher tem que passar por isso. É simplesmente inexplicável gerar uma vida dentro de si e se ver a cada toque e cuidado.

Pois é, acho que agora vou começar a compreender melhor os meus pais.

Nós 3

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nós 3

“We’re just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears…”

Perfeito.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Kill all my demons, and my angels might die too.” 
Tennessee Williams

Mudanças, sempre!

terça-feira, 24 de março de 2009

Faz um bom tempo que não escrevo no meu blog. Na realidade, acabei de fazer uma atualização aqui que talvez tenha apagado todos os meus posts, mas como o título deste texto sugere, mudanças são mudanças oras!

Na verdade, há seis meses minha vida virou de cabeça para baixo, literalmente! E faz mais ou menos esse tempo que não escrevo aqui propriamente, seja por falta de inspiração, de tempo, de qualquer coisa que merecesse ser passada para um papel (digo, virtual, naturalmente).

Fato é que, escrevo sobre uma coisa aqui, outra acolá e sempre acabo num mesmo tópico, o tempo, as mudanças que vêm com ele, enfim…

Hoje posso dizer que esse danado desse tempo é sábio mesmo! Como não sou uma pessoa muito boa de aprender nos conselhos, nos roteiros, mas, ao contrário, dou minha cara a tapa para ver onde é o fundo do buraco, descobri que seja lá qual for o caminho que tomamos, sejam lá quais as atitudes que decidimos usar, de alguma forma, o tempo, maliciosamente, meticulosamente, te ensina, te dá os toques de como a banda deve tocar.

Imagine que há um ano o tema recorrente do meu blog era o desespero para que o tempo passasse logo, para que as “coisas” acontecessem na minha vida, e hoje, o tempo foi tão enérgico que, simplesmente, não consigo imaginar como era a minha vida no ano que se passou…

Caramba, isso pode fazer qualquer estudioso ficar meio pirado, a saber se tudo acontece por acaso, se existe alguma linha de planejamento, destino, essas coisas…se estamos ao léu e tudo que nos acontece faz parte de uma sorte ou azar fatídicos… Não, definitivamente, não consigo pensar assim nesse momento da minha vida, não dá para eu ser pessimista até no meu blog (prefiro dizer realista, mas há aqueles que julgem esse meu realismo como pessimismo, enfim…), até porque, seja lá qual foi o destino que me foi traçado, o tempo tem me mostrado claramente que, seja lá por qual motivo, as coisas tendem a ficar muito boas! Sempre!!! É uma adversidade aqui para uma alegria lá, uma desilusão de um lado, para uma boa surpresa de outro… E é, justamente, por esta razão que eu simplesmente acho o tempo perfeito e as coisas que ele traz consigo, inclusive as más, ou as difíceis, os desafios…

Mas também acredito que o tempo corre legal para que curte os desafios, para quem vê adversidades como uma etapa para alcançar, ultrapassar e não como um entrave…Aí a vida empaca, os sonhos murcham e o tempo se torna um belo de um vilão, sem dó nem piedade…

Hoje brindo ao tempo, ao bom tempo.

 

Amar é….

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Não é todo dia que eu acordo assim, feliz da vida, por receber um poeminha tão lindo, mesmo a 500 km de distância…c’est la vie!

“A dor da distância é o prazer de te reencontrar, é a espera ansiosa de um beijo teu.

A recompensa da saudade ta no teu simples olhar e ao vê-la paro de sonhar, pois ao teu lado sei que vou ficar.

É breve e intenso o nosso momento, é triste e rápida a nossa despedida. E na mente e no coração mais uma vez reina a solidão, mas sempre com a certeza que tu vai voltar e a saudade de novo eu vou matar.

Um dia tu vem pra ficar…”

Gabriela Cravo e Canela

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Hoje é o dia das Gabrielas…50 anos do clássico de Jorge Amado!

"Gabriela
Quem é ela?

Ninguem sabe…

O que cabe na sua cabeça.

Quem vê o que parece

Se esquece, não julgue assim.

Ela é e só ela conhece

Ninguém tem o que ela esconde

Não ao longe, mas dentro de si,

Eu vi. Foi ela.

A ex-magrela

É dona Gabriela…

Quem entende?

Palavras e mais palavras

Que aos poucos se gastam

E muitas se afastam

E se vão. Pena, não?

Eu acho!

Ela podia isso… Ou aquilo…

Mas não faz o que mandam

Talvez por querer crescer

Ou por mero desleixo

Qual será o desfecho

Dessa mulher que já vem? Quem?

É ela, na passarela.

Nada tem de Cinderela

É só o que ninguém vê.

Poucos, raros a conhecem.

Mas nenhum se esquece

Da luz que ela reflete

Seu flerte, sua pontaria.

Quem diria…. Quem diria…

Ela, talvez.

O que fez? Não sei.

Ela é o que deveria.

Um dia a encontrarão."

 

 

O Amor

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Tive um vizinho que discutia com a namorada três vezes por semana. Eu ouvia tudo. Não por opção: morava no apartamento abaixo. Aquilo era amor ao choro e à reconciliação. Mas não um ao outro.

Difícil saber o que é amor. Mais fácil saber o que não é.

Um namorado citou Guimarães Rosa: amor é um "descanso na loucura". Com ele vivi mais a loucura do que o descanso, mas o aprendizado tem de começar por algum ponto. O vizinho devia estar nesse estágio também. Com o tempo vi que ele tinha razão. O namorado, não o vizinho.

Amor é mesmo aquela sensação de voltar para casa.

Adormecer lado a lado é a grande prova. No dia seguinte, acordar e sentir que está levando alguém com você. Descobrir um sorriso ridículo no canto da boca. Pronto, encaixou. Feito pecinhas de lego: diferentes, mas vindas do mesmo mundo.

Lego é gostoso. Quebra-cabeça não.

Amor não é desejo: é feito de. Amor é feito de amor, mas não só.

Amor não tem razão. Ninguém ama pelas qualidades do outro, nem apesar dos seus defeitos. Ama porque o outro é o outro e pronto. Amor é pacote completo.

Você sabe que é amor quando se descobre cúmplice. Quando tem a coragem de se mostrar. E de se ver. O outro é um espelho. Vai encarar? Você sabe que é amor quando se entrega. Mas é melhor guardar algo para si mesmo. Amor não pode ser só para o outro.

Amor é o exercício do não ter. Amar e não ter nada em troca. Porque se é amor, não é em troca. Amor não serve para nada, não garante nada. Como as boas coisas da vida.

Amor é presença e é falta. Uma não vive sem a outra. Amor é liberdade. Gostoso é saber que o outro, com tantas opções, escolheu você mais uma vez. O que fazer para que amanhã ele faça a mesma escolha? Mantenha-se distraído.

Amor é feito de hoje. Da arte de não fazer tudo sempre igual. Da construção. Como revestir parede com aquelas pastilhas bem pequenininhas. No amor é preciso colocar uma por uma. Sem pressa de ver pronto. Para mim, é esse o sentido de amar como se não houvesse amanhã. Menos voraz do que sugere.

Mas posso estar errada. Sou amadora. Amei paredes inteiras. Quanto mais aprendo, menos sei. Gosto é do aprender…

Normose nunca!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Batendo papo com uma amiga no domingo, descobri que não sou a única "etzinha" que foge do padrão normal de anseios humanos…Ela levou tão a sério minha argumentação que enviou-me esse texto bacana sobre nós e o resto de aliens felizes que vivem por aí…

Brigada Didinha, sinto-me muiiiiiito mais compreendida…

"Entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, sobre uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.

NORMOSE

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito ‘normal’ é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se ‘normaliza’, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.

A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta, exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha ‘presença’ através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, sejam lá quem forem todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Freqüentar terapeuta para bater papo?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu ‘normal’ e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. "

Paraíso perdido

Lendo uma crítica de um livro no jornal deparei-me com a discussão sobre o mito do paraíso perdido, o local utópico que todos anseiam em algum momento da vida e achei essa passagem inspiradora:

"Nesse mundo tudo se dá ao mesmo tempo: poesia, a maneira integral como vivem; é muito sedutor para as pessoas que vêm de algum lugar onde quase tudo está errado. A consequência é que tudo, ou quase tudo, se aniquila. Não é isso o que todo mundo vem buscando desde sempre, o paraíso perdido? Essa gente sonhou um sonho infinito, uma eternidade na qual poderiam seguir vivendo para todo o sempre."

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